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 Eu sempre tive dificuldade em me abrir e decifrar os sentimentos... Já tive uma experiência traumática com um primeiro blog que tive. Achei que ninguém lesse meus posts... Ah, mas não é assim que acontece na internet. Será que dessa vez vai ser diferente? Eu resolvi escrever hoje incentivada de uma total falta de esperança na humanidade... Um desespero. Uma necessidade de jogar aos ventos todo esse turbilhão que estou sentindo. Mais uma vez meu maior medo se concretizou. Não sou mais querida. Saí da posição de boazinha, de agradável. E agora? Agora eu escrevo num blog sobre isso. Me expondo e tentando lidar com a situação. Será que ser fiel ao que sinto vai ser libertador? Viver como antigamente, talvez eu não consiga. Abafar tudo que sinto e me colocar menor do que os outros? Não, acho que não.

Qual o sentido?

 Às vezes eu me pego pensando do por que eu me importo tanto... Na última sessão de análise, a terapeuta me disse que eu seria como os outros se eu não sentisse culpa por tudo que acontece. É engraçado esse conceito, né? Por dentro sinto uma inquietação quando vejo algo que acho "errado". Principalmente quando participo da ação como pessoa prejudicada. Penso que tudo poderia ser diferente se as pessoas apenas fizessem a parte delas. Fizessem a coisa certa, na hora certa. Às vezes eu acho que penso demais. Que sinto demais. Que me importo demais. E a cada dia que passa eu sinto que deveria me afastar das pessoas para não ter que estar a prova o tempo todo dessa boa vontade e do desejo de ter que fazer tudo certo. Não desperdiçar algo valioso, não descuidar de algo, não prejudicar os outros com minhas ações. Lutar pelo que é certo. Mas o que é certo? Eu quero gritar e colocar pra fora todo o meu desespero.  Por que as pessoas não percebem como eu? Por que parecem tão calmas? Eu...